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Informe-se sobre Perfusão

 

IMPORTÂNCIA DO PERFUSIONISTA

Perfusionista  Élio Carvalho 

 

 

Nos termos da SBCEC, a circulação extracorpórea (CEC) compreende um conjunto de aparelhos e técnicas, mediante as quais se substituem, temporariamente, as funções de bomba do coração e respiratória dos pulmões, enquanto esses órgãos ficam excluídos da circulação e isso ocorre durante o tempo principal da cirurgia cardiovascular. As funções de bombeamento do coração são desempenhadas por uma bomba mecânica e as funções dos pulmões são substituídas por um oxigenador capaz de realizar as trocas gasosas com o sangue. “A oxigenação do sangue, o seu bombeamento e circulação fazem-se, externamente, ao organismo do indivíduo”. A CEC também é utilizada em outros procedimentos cirúrgicos, como cirurgias vasculares, transplantes cardíacos, além do tratamento por quimioterapia hipertérmica. 

A atividade chamada de circulação extracorpórea, é realizada por um profissional chamado de Perfusionista, com uma habilitação denominada Perfusão. Uma área exercida desde 1953, e que no Brasil apenas foi reconhecido o perfusionista como membro de uma equipe de cirurgia cardíaca em 2002.

Na última década a perfusão vem se transformando no Brasil. A qualificação profissional é o que mais vem tomando forma, graças à atuação constante da Sociedade Brasileira de Circulação Extracorpórea (SBCEC).

Abaixo as atribuições e algumas regras sobre a formação profissional! 

ATRIBUIÇÕES DO PERFUSIONISTA

• Art.5º Fazem parte das atividades do Perfusionista:

§1º. Preparar a montagem do circuito de circulação extracorpórea;

§2º. Realizar procedimento de circulação extracorpórea em cirurgias cardiovasculares, cirurgias vasculares, transplantes e outros procedimentos cirúrgicos;

§3º. Preparar e auxiliar na instalação e manutenção do procedimento de ECMO (Assistência Circulatória com Membrana Extracorpórea), em parceria com a equipe cirúrgica;

§4º. Realizar visitas de monitoramento em pacientes com ECMO instalada.

§5º. Realizar perfusão para procedimento de quimioterapia hipertérmica extracorpórea (HIPEC), em parceria com a equipe cirúrgica;

§6º. Realizar exame de gasometria sanguínea e Tempo de Coagulação Ativada (TCA) nos períodos pré, intra e pós-operatório.

§7º. Utilizar e manusear equipamento recuperador de sangue durante os procedimentos cirúrgicos, em parceria com a equipe cirúrgica;

§8º. Colaborar no implante de marcapassos, juntamente com o médico, monitorando e programando os equipamentos para esse fim.

§9º. Atuar na docência, ministrando aulas inerentes à sua formação;

§10º. Auxiliar na instalação e manutenção de dispositivos de assistência mecânica ventricular ou biventricular (“coração artificial”) e respiratória, em parceria com a equipe cirúrgica.

§11º Auxiliar na instalação de balão intraórtico, junto à equipe médica.

 

Art.6º São Atribuições do Perfusionista:

I – Planejar, organizar e executar a ação das funções cardiocirculatórias e respiratórias (circulação extracorpórea; assistência circulatória mecânica), bem como a preservação das funções metabólicas e orgânicas dos pacientes submetidos à cirurgia do coração e de grandes vasos, durante o período da realização de operações desse porte, sob orientação da equipe médica;

II – Monitorar os parâmetros fisiológicos vitais e sua adequação, quando necessária, em operações que necessitem de suporte cardiocirculatório;

III – preparar e administrar as soluções cardioplégicas e renoplégicas (em cirurgias para correção de aneurisma da aorta tóraco-abdominal), sob orientação da equipe médica;

IV – Realizar, interpretar e corrigir os parâmetros laboratoriais durante a circulação extracorpórea, sob orientação médica;

V – Realizar, interpretar e controlar o tempo de coagulação ativada em pacientes heparinizados (durante as cirurgias, bem como à beira do leito, nos casos de ECMO ou assistência ventricular direita ou esquerda), assim como tromboelastograma, sob orientação médica;

VI – Prever, requisitar e controlar os materiais e equipamentos utilizados nos procedimentos de circulação extracorpórea, especialmente oxigenadores, circuitos, reservatórios, filtros, cânulas e outros acessórios; 

VII – Examinar e testar os componentes da máquina coração-pulmão, realizando o controle de sua manutenção preventiva e corretiva, conservando-a permanentemente em condições de uso;

VIII – Obter informações com a equipe médica sobre a história clínica do paciente; verificar a existência de doenças e condições que possam interferir na execução ou que requeiram cuidados especiais na condução da circulação extracorpórea, tais como: diabetes, hipertensão arterial, doenças endócrinas, uso de diuréticos, digitálicos e anticoagulantes;

IX – Obter dados biométricos do paciente, como: idade, peso, altura e superfície corpórea, para cálculo dos fluxos de sangue, gases, composição e volume dos líquidos do circuito;

X – Calcular as doses de heparina para a anticoagulação sistêmica e de protamina, para sua posterior neutralização;

XI – Decidir junto à equipe médica o tipo de circuito e as cânulas mais adequadas, bem como outros acessórios para serem utilizados durante as perfusões;

XII – Obter do anestesiologista os parâmetros hemodinâmicos do paciente, desde a indução anestésica, para a adequada manutenção da perfusão durante a operação;

XIII – Sob o comando do cirurgião, executar a circulação do sangue e sua oxigenação extracorpórea monitorando as pressões arteriais e venosas, diurese, tensão dos gases sanguíneos, hematócrito, nível de anticoagulação e promovendo as correções necessárias;

XIV – Induzir o grau de hipotermia sistêmica determinado pelo cirurgião, pelo esfriamento do sangue no circuito do oxigenador, para preservação metabólica do sistema nervoso central e dos demais sistemas orgânicos, reaquecendo o paciente ao final do procedimento;

XV – Administrar os medicamentos necessários ao paciente, no circuito, sob orientação da equipe médica, como: inotrópicos, vasopressores, vasodilatadores, agentes anestésicos e outros;

XVI – Encerrar o procedimento, retornando a ventilação ao anestesista, após o coração reassumir as suas funções, mantendo a volemia do paciente e as condições hemodinâmicas necessárias ao bom funcionamento cardiorrespiratório;

XVII – Preencher a ficha de perfusão, que deve conter todos os dados relativos ao procedimento, bem como o balanço hídrico e sanguíneo, para orientação do tratamento pós-operatório;

XVIII – Realizar assistência circulatória mecânica e/ou respiratória temporária e quimioterapia hipertérmica, em parceria com a equipe cirúrgica;

A SBCEC representa os perfusionistas em atividade no Brasil, com o objetivo de salvaguardar o interesse público e regulamentar o exercício da atividade no território nacional publicou o documento mais importante dos últimos 30 anos da Perfusão Brasileira: Normas Brasileiras para o Exercício da Especialidade de Perfusionista em Circulação Extracorpórea, que determina:

  • A perfusão somente pode ser exercida por profissionais com formação de nível superior em Biomedicina, Biologia, Enfermagem, Farmácia,  Fisioterapia e Medicina com curso de pós-graduação Lato Sensu especialmente designado para este fim, reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) e/ou, com curso de extensão através de Centros Formadores reconhecidos pela Sociedade Brasileira de Circulação Extracorpórea (SBCEC) e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV) e, neste caso, obrigatoriamente, com aquisição do Título de Especialista, pela SBCEC. 
  • A perfusão pode ser exercida por outros profissionais que não detenham a especificação acima, desde que sejam da área de saúde humana, que sejam afiliados a entidades representativas e possuam o título da SBCEC, e/ou que, na data de início da vigência desta normativa, comprovem ter experiência igual ou superior a 15 (quinze) anos em atividades de perfusão, comprovadas por pelo menos por 2 (dois) Membros Titulares da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV) e por um (1) membro Titular da Sociedade Brasileira de Circulação Extracorpórea (SBCEC);

 A formação do perfusionista só pode ocorrer por duas maneiras:

1) Centro Formador com reconhecimento SBCEC e MEC com carga-horária de pelo menos 1200h de carga horária total, no qual o aluno realiza pelo menos 100 perfusões supervisionadas. É recomendado realizar a prova de título após o término do curso.

2)Centro Formador reconhecido pela SBCEC, com carga-horária de pelo menos 1200h totais, no qual o aluno realiza pelo menos 100 perfusões supervisionadas. É obrigatório realizar a prova de título após o término do curso.

Centro Formador: consiste na instituição que é reconhecida pela SBCEC e pela SBCCV como cumpridora das exigências mínimas para formar um perfusionista.

NÃO REALIZE CURSOS EM INSTITUIÇÕES QUE NÃO SEJAM CENTROS FORMADORES.

Perfusionista é o profissional FORMADO e capacitado em operar os maquinários de  circulação extracorpórea, seleção dos dispositivos descartáveis em cirurgias torácicas e cardíacas, sendo o responsável  pela manutenção das atividades vitais do organismo, durante a realização da devida cirurgia, e também  manter o devido funcionamento da circulação sanguínea que no momento está sendo operada pelos órgãos artificiais mantendo o paciente em equilíbrio hidro-eletrolítico, hemodinâmico, pressórico, sanguíneo . Dessa maneira, tem uma função tão importante quanto anestesista e cirurgião. Então deve haver uma cooperação entre ambos,  tornando assim o trabalho um grande êxito, com o devido reconhecimento para a equipe.

Perfusionista é O ESPECIALISTA  altamente requisitado e fundamental para equipes de cirurgiões cardíacos, pois sem o devido profissional não seria possível a realização da devida cirurgia com uma margem de segurança no ato da execução.

SE PRECISAR DE UMA CIRURGIA CARDIOVASCULAR OU SE SOUBER DE ALGUÉM QUE PRECISA, EXIJA E VALORIZE UM PROFISSIONAL HABILITADO EM CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA. SE VOCÊ ATUA EM HOSPITAIS, COBRE A PRESENÇA DE PROFISSIONAL LEGALMENTE HABILITADO, AJUDE A SALVAR VIDAS!  ALÉM DE DIMINUIR AS COMPLICAÇÕES, TEMOS, NO BRASIL, LEGISLAÇÃO QUE REGULAMENTA ESTA ATIVIDADE ATRAVÉS DOS CONSELHOS DE ENFERMAGEM, BIOMEDICINA, BIOLOGIA, FARMÁCIA, FISIOTERAPIA, E MINISTÉRIO DA SAÚDE. DENUNCIE AS IRREGULARIDADES AOS CONSELHOS DE CLASSE E PARA AS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS!

 

NÃO CORRA RISCOS, AFINAL, VOCÊ CONFIARIA SEU BEM MAIS PRECIOSO A ALGUÉM SEM FORMAÇÃO ADEQUADA?



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